domingo, 31 de agosto de 2014

Descoberta a Pirâmide da Rainha Sesheshet


Arqueólogos egípcios anunciaram  em abril do ano de 2008 a descoberta de uma pirâmide construída para abrigar os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti, que governou na antigüidade há cerca de 4.000 anos. O anúncio foi feito pelo chefe do Departamento de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass.

A pirâmide, encontrada há cerca de dois meses em um areal localizado ao sul do Cairo, provavelmente foi construída entre 2323 e 2291 A.C., durante a Sexta Dinastia do Egito. "A única rainha cuja pirâmide não havia sido encontrada é Sesheshet, e é por isso que tenho certeza de que essa pirâmide pertencia a ela", afirmou Hawass. "Isso enriquecerá o nosso conhecimento a respeito do Antigo Reinado."

A Sexta Dinastia, uma época de conflitos dentro da família real do Egito e de erosão do poder centralizado, é considerada a última do Antigo Reinado. Depois dela, a região passou por um período de falta de alimentos e de instabilidade social.

Arqueólogos haviam descoberto antes, perto dali, as pirâmides pertencentes a duas das mulheres do rei, mas nunca tinham encontrado uma tumba pertencente a Sesheshet. A construção sem topo, de 5 metros de altura, chegava originalmente a 14 metros, com laterais de 22 metros de comprimento, afirmou Hawass.

Os arqueólogos pretendem entrar na câmara sepulcral da pirâmide dentro de duas semanas. A maior parte dos objetos presentes ali, no entanto, já deve ter sido roubada, afirmou Hawass.

FONTE: veja.com

As afirmativas do Dr. Hawass foram confirmadas, tendo restado poucos objetos mas ressaltando, que estes consistiam em um pequeno trono, alguns vasos canópicos, além de vasos e algumas pinturas. A múmia não estava em um estado muito bom, e deverá durar mais algum tempo até que  restauração permita sua exposição ao público.

 

Templo de Karnak

O Templo de Karnak tem este nome devido a uma aldeia vizinha chamada El-Karnak, mas no tempo dos grandes faraós esta aldeia era conhecida como Ipet-sut ("o melhor de todos os lugares").

Designa o templo principal destinado ao Deus Amon-Ré, como também tudo o que permanece do enorme complexo de santuários e outros edifícios, resultado de mais de dois mil anos de construções e acrescentos. Este complexo abrange uma área de 1,5 x 0,8 Km. Existiam várias avenidas que faziam a ligação entre o Templo de Karnak, o Templo de Mut (esposa de Amom) e o Templo de Luxor. Além disso, não muito longe, fica o templo de Montu, sendo que o de Khonsu (um dos templos mais bem conservados do Egito) está dentro do próprio complexo.


Foi iniciado por volta de 2200 a.C. e terminado por volta de 360 a.C. O Templo de Karnak era naquela altura o principal local de culto aos deuses de Tebas, entre os quais: Amon, Mut e Khonsu, atingiu o seu apogeu durante a XVIII dinastia, após a eleição de Tebas para capital do Egipto. No maior templo do Egipto nenhum pormenor era descurado, e durante a XIX dinastia trabalharam no templo cerca de 80 000 pessoas. O templo esteve submerso nas areias egípcias durante mais de 1 000 anos, antes dos trabalhos de escavação começarem em meados do século XVIII, a enorme tarefa de restauro e conservação continua até aos nossos dias.
Atualmente é um dos locais mais procurados pelos turistas que visitam o Egipto e pode ser admirado à noite um espectáculo de luz e som.

Os monumentos de Karnak, à margem direita do Nilo, no Alto Egito, próximo a Lúxor, integrando sítio histórico de Tebas, representam o conjunto arquitetônico mais imponente do Egito, embora não poucas de suas construções hajam desaparecido, por efeito da pilhagem secular de que foram vítimas. Vestígios do Médio Império atestam a importância de Karnak já a essa época histórica. Até o fim da civilização egípcia, Karnak se manteve como centro religioso do Império: seu deus (sob a forma solarizada de Amon-Ra) e seus sacerdotes adquirem um poder prodigioso, que chega a ameaçar a própria instituição faraônica. A construção mais importante do conjunto de Karnak é o grande templo de Amon-Ra, cujo plano, muito complexo, testemunha numerosas vicissitudes da história dos faraós. O grande eixo este-oeste é balizado por uma série de pátios e pilones; medindo 103m de largura por 52m de profundidade, a célebre sala hipostila encerra verdadeira floresta de 134 colossais colunas em forma de enormes papiros. Com 21m de alturae diâmetro de 4m, essas colunas não dão, apesar de maciças, impressão de peso; os nomes de Sethi I e Ramsés II aí se vêem inscritos, repetidos indefinidamente.


Numerosos edifícios secundários completam o grande templo de Amon-Ra: capelas de Osíris, templo de Ptah, templo de Opeth etc. A parte S do complexo é chamada Luxor. Os anais de Tutmés III, nas paredes, registram 20 anos de conquistas e arrolam as plantas e animais exóticos que o faraó trouxe da Ásia.

Esfinges de pedra, ao longo do eixo principal, parecem guardar as ruínas, na fímbria do deserto.

Fonte: Barsa

domingo, 4 de março de 2012

Rainha Ti















24/01/2006 - Equipe de arqueólogos e pesquisadores da Universidade de Johns Hopkins, em escavações realizadas em Lúxor, no Templo de Mut, descobriram uma estátua de 3.400 anos em surpreendente estado de conservação esculpida em granito negro e medindo 160cm contendo a figura da rainha Ti.

Segundo Sabry Abdel Aziz (chefe do Deptº.Faraônico do Conselho Supremo para Antiguidades do Egito) foi a rainha Ti pertencente a XVIII Dinastia, sendo avó de Tutancamon, portanto, mãe de Akhenaton e esposa de Amenófis III; e, coube a mesma preparar o neto após o movimento de descrétido que levou a morte seu antecessor e pai.

Ao contrário do que aconteceu nos principais jornais europeus, referida notícia foi pouco divulgada nos jornais de nosso país, encontrando maior acolhida em sites especializados

Preâmbulo








Criada no Rio de Janeiro aos 29 de julho de 2006, a Comunidade de Mitologia e Cultura Egípcia foi especificamente direcionada para todos aqueles que admiram a arte, cultura, religião, história e cotidiano da civilização que floresceu as margens do Rio Nilo, tornando-se o maior reino na África, superando a Etiópia. Sendo um admirador da cultura faraônica, escrita hieroglífica, avanços médicos promovidos pela cultura egípcia antiga, este é o seu lugar, aberto inclusive a estudantes, professores e qualquer pessoa que tenha um interesse especial neste tema tão interessante e encantador.

Porém, considerando os contratempos gerados no Orkut, dificultando até mesmo eu como proprietária da Comunidade, a visulizar tópicos antigos, decidi criar este blog, pois certamente nele, tais eventos não alcançarão os arquivos.

Sejam bem vindos neste novo espaço criado aos 5 de março de 2012, onde serão postados também os Scraps A.M.O.R.C., postados em outra comunidade: Scraps Góticos & Românticos, e da qual não retirarei o link por uma questão de pessoal gratidão.

Paz. luz e harmonia!

Valéria Lisbôa.